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Sesimbra – História São vários os vestígios que atestam a presença humana no concelho de Sesimbra desde a pré-história. Em 1165, D. Afonso Henriques toma o castelo aos mouro, o qual, devido a várias vicissitudes, só será reconquistado definitivamente, em 1200, pelas tropas de D. Sancho I, que lhe concede foral em 1201. Em 1236, o concelho é doado à Ordem de Santiago, que contribuiu para o repovoamento da zona, permitindo a expansão da população para fora das muralhas e originando o desenvolvimento da Póvoa da Ribeira, junto ao mar. Do progressivo crescimento da zona ribeirinha sairá a recriação da Vila de Sesimbra, em 1536. A proximidade do oceano talhou a população para uma vida marítima, dedicada à pesca e à construção naval, tornando inevitável a participação de muitos mareantes locais nos Descobrimentos. A perda da independência nacional, em 1580, inicia um período negativo na história da Vila, assinalado por fortes ataques de pirataria que impedem o seu crescimento. A recuperação só se dá após a Restauração de 1640, quando D. João IV equipa a costa com uma linha de defesa composta por vários fortes, como a fortaleza de Santiago. A par da tradução pesqueira, Sesimbra cada vez mais se afirma pela sua forte vocação turística. Apontamentos Históricos
1165 – As tropas comandadas por D. Afonso Henriques conquistaram o castelo aos mouros. 1323 – A povoação foi doada aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, que intensificaram os esforços de repovoamento. Sécs. XV E XVI – Elevada a vila por D. Dinis, que reconfirma o foral atribuído em 1201 por D. Sancho I Sesimbra é um importante centro náutico e piscatório, que contribui decisivamente para o esforço das Descobertas. 1514 – D. Manuel, que chegou a residir na vila, concede a Sesimbra novo foral. O Concelho
Sesimbra O concelho de Sesimbra é um dos mais variados da Costa Azul. Desde as falésias impressionantes do Cabo Espichel ao Parque Natural da Arrábida, passando pelas praias serenas e luminosas e pelas florestas envolventes da Lagoa de Albufeira, temos de tudo um pouco. Os amantes da Natureza, dos passeios pedestres e a cavalo, da História, dos desportos náuticos, e do golfe da boa comida, poderão encontrar aqui tudo aquilo que lhes dá prazer e alegria de viver.
Cabo Espichel Impressionante promontório com falésias abruptas sobre o mar. Destaque para o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, séc. XVIII, e para a Ermida da Memória, séc. XV.
Lagoa de Albufeira Bela lagoa junto à praia e ladeada por densos pinhais. Óptimas características para a prática da pesca desportiva da vela e do windsurf. Praia do Moinho de Baixo (Meco) É uma das praias mais bonitas do concelho onde os azuis do mar se conjugam com as cores do areal e com o prateado dos peixes acabados de pescar na tradicional Arte Xávega. Golfe da Quinta do Perú Instalado numa zona de grande beleza natural, dispõe de óptimas instalações para a prática desde saudável desporto. Serra do Risco Integrada no Parque Natural da Arrábida, oferece boas condições para passear a pé e uma vista excelente sobre o mar e a Serra da Arrábida. Festas e Feiras
Senhor Jesus das Chagas Segundo reza a lenda, no século XVI, terá aparecido na praia, sobre um rochedo, a “Pedra Alta”, uma imagem de Cristo crucificado, que os pescadores devotamente levaram em procissão até à Igreja da Misericórdia, e a tomaram como seu santo padroeiro nomeando-o de Senhor Jesus das chagas. As celebrações em honra do padroeiro dos pescadores de Sesimbra têm lugar nos últimos dias de Abril e na primeira semana de Maio. É a festa principal da vila que se desdobra por novernas, sermões, pagamento de promessas e procissão, uma das maiores do sul do país, cujo percurso é semelhante ao que se fazia no século XVIII. Durante a procissão fazem-se quatro paragens: duas para abençoar a terra e duas para abençoar o mar, numa perspectiva de reconciliação entre pescadores e agricultores. Festa do Senhor Jesus das Chagas – Sesimbra 24 de Abril a 5 de Maio (procissão a 4 de Maio) Festa de Nossa Senhora do Cabo Espichel Último fim-de-semana de Setembro
Zimbramel – Último fim-de-semana de Agosto
Festejos de Carnaval – Durante a quadra carnavalesca Animação de Verão – Animações diversas durante os meses de Julho e Agosto Concurso Gastronómico “Sabores de Sesimbra” – Maio Santos populares – 23 a 30 de Junho. Festa do cabo espichel O culto a Nossa Senhora do Cabo Espichel remonta ao século XV, quando dois idosos terão encontrado numa lápide, situada ao nível do mar, a imagem de uma virgem. A mesma terá sido trazida para o cimo da falésia no dorso de uma mula gigante, que terá deixado impresso na rocha as suas marcas, as quais foram atribuídas, nos anos 70 do séc. XX, aos míticos dinossáurios. As celebrações em, honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel possuem uma grande tradição histórica, que atraiu desde sempre a atenção de muitos devotos, entre eles a própria família real que aqui se deslocava para assistir às celebrações religiosas. Os festejos têm lugar no último fim-de-semana de Setembro, período durante o qual se conjugam os festejos populares e religiosos que culminam com a procissão. O mar e a gastronomia
A tradição do peixe Intimamente ligada à tradição pesqueira de Sesimbra, está a gastronomia que reflecte os aromas marinhos nos pratos confeccionados à base de peixe e marisco como a caldeirada, os bifes de espadarte, o ensopado de lulas, a açorda e arroz de marisco, os choquinhos “à pé descalço” ou vários pratos de peixes grelhados. Mas a tradição gastronómica não se esgota nos sabores a mar, sendo de realçar, na doçaria tradicional, as broas de alfarim, os zimbros, as brisas de mel. E já agora não se esqueça de provar o requeijão e o queijo fresco e seco da Azóia, deliciosamente acompanhados pelo “pão caseiro”. Para terminar o seu roteiro gastronómico, não deve deixar de apreciar o licor “Pescador”, vinho licoroso que se deve beber bem fresco com uma casca de limão. Património e Locais de Interesse
Núcleo Museológico da Capela do Espírito Santos dos Mareantes. Antiga Capela e Hospital do Espírito Santo dos Mareantes foram marcos importantes no desenvolvimento da Ribeira de Sesimbra de quinhentos. A sua actividade visava o apoio a viajantes e a assistência a casos de pobreza, facultando os cuidados básicos necessários bem como a celebração de diversos serviços religiosos. O actual núcleo museológico alberga uma notável exposição permanente de arte sacra, com obras que medeiam os séculos XV e XVIII e nas quais se destaca a pintura seiscentista de “Nossa Senhora da Misericórdia” atribuída a Gregório Lopes. No piso inferior, podem ser observadas as estruturas do antigo Hospital da Confraria do Espírito Santo, encontrando-se expostas algumas das peças arqueológicas descobertas aquando das escavações. De realçar, nas paredes, os grafitos representando antigas embarcações dos séculos XVI e XVIII. Igreja Matriz Templo quinhentista entre o Manuelino e o Renascimento. Talha Barroca e azulejos do século XVII.
Fortaleza de Santiago Forte e prisão seiscentistas, mandadas construir por D. João IV, pertenciam a um sistema de defesa costeira da Península ibérica. No século XVIII funcionou como comando militar costeiro e estância balnear da família real. Castelo Importante fortificação de origem medieval. No seu interior podem observar-se diversas ruínas e a igreja de Nossa Senhora da Consolação do Castelo, fundada no século XII e reconstruída no século XVIII. Museu Municipal Interessante museu com espólio repartido por duas salas. Colecções de arqueologia e etnografia da região Avenida Marginal Esta avenida é um local de passeio, prazer e convívio por excelência. Em frente ao mar e à praia, tem numerosos bares e restaurantes onde se pode apreciar a excelente gastronomia de Sesimbra.
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